GUARDA-MOR
Editores
Livreiros
Login / Iniciar Sessão | Registo de novo utilizador
Home
Títulos Autores Minha Conta Contactos
Índices dos Registos Paroquiais de Lisboa - Casamentos - vol. VI - 1826-1830
-75%
Preço: EUR 40,00 / EUR EUR 10,00
Editora: Guarda-Mor
Ano do Livro: 2008
Ano da Edição: 2008
Nº Páginas: 528
Encadernação: Cartonado

Temas: [·] [·] [·] [·] [·] [·] [·]
Sinopse:

Não sem suspeita de envenenamento, o Rei D. João VI adoece gravemente a 4 de Março de 1826 e na ausência do país dos seus dois filhos varões - D. Pedro no trono do Brasil, D. Miguel exilado em Viena de Áustria - nomeia um Conselho de Regência presidido pela mais velha das suas filhas que se encontra ainda solteira: D. Isabel Maria. A morte do rei é anunciada no dia 10 e a 20, a Regência declara herdeiro do trono D. Pedro, imperador do Brasil. A notícia chegará ao Rio de Janeiro em 26 de Abril e logo são tomadas providências para o processo de sucessão. Inaceitável para os dois países que D. Pedro cingisse as duas coroas, o Imperador outorga a Portugal uma Carta Constitucional e prevê de imediato a abdicação dos seus direitos à Coroa portuguesa em sua filha D. Maria da Glória. A exemplo do que acontecera já no passado com D. Maria I, decide casar a futura rainha com seu tio D. Miguel, mantendo, desta forma, a varonia do primeiro rei de Portugal, procurando simultaneamente conciliar as famílias políticas desavindas: liberais e absolutistas. Os termos desta decisão são enviados ao infante D. Miguel, que os aceita, viabilizando desta forma o seu regresso da Portugal. Enquanto em Outubro, ainda em Viena, D. Miguel jura a Carta e assina o contrato de esponsais com sua sobrinha, em Portugal sucedem-se confrontos entre absolutistas e liberais.

A 22 de Fevereiro de 1828 chega finalmente a Lisboa o infante D. Miguel. Recebido em apoteose pelo povo da capital, assume a regência e pouco depois dissolve as Câmaras. Pressionado pela Rainha, por grande parte da nobreza, pelo clero e pelo povo, o infante renuncia ao acordo feito com seu irmão e dois meses depois é aclamado Rei pelo Senado da Câmara de Lisboa. Restaurando as antigas leis do Reino, é aclamado Rei perante a Junta dos Três Estados em Julho. As figuras destacadas da corrente liberal abandonam o país - exilando-se em Inglaterra ou no Brasil e, progressivamente, vão-se concentrando também nos Açores enquanto no Rio de Janeiro, o imperador do Brasil, depois de revogar as suas anteriores disposições - o casamento de D. Maria da Glória e a Lugar-Tenência de D. Miguel - começa a preparar o regresso a Portugal para assumir pessoalmente a defesa dos direitos de sua filha.

Certamente confortada com a evoluir dos acontecimentos políticos em Portugal, a 7 de Abril de 1830 morre a rainha D. Carlota Joaquina.

Entre os 6.266 registos indexados, o presente volume inclui os assentos de casamento do notável músico D. António Manoel de Noronha, Conde de Atalaia, do Marechal Conde de Barbacena, Francisco Furtado de Castro do Rio de Mendonça e Faro, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra no reinado de D. João VI e Chefe do Estado-Maior do exército de D. Miguel, do ajudante-de-ordens do mesmo infante, Barão de Beduido, João Maria de Figueiredo Lacerda Castelo-Branco e do Major, depois General Augusto Xavier Palmeirim, que foi director do Colégio Militar.
Também em Lisboa casaram nesta altura dois filhos de embaixadores de França em Lisboa: o Marquês, depois 2° Duque de Bellune, François Victor Perrin, e Henri François Xavier, Conde de Bombelles.
© 2000-2020  Guarda-Mor, Edição de Publicações Multimédia Lda.