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Índices dos Registos Paroquiais de Lisboa - Casamentos - vol. III - 1811-1815
-75%
Preço: EUR 40,00 / EUR EUR 10,00
Editora: Guarda-Mor
Ano do Livro: 2007
Ano da Edição: 2007
Nº Páginas: 632
Encadernação: Capa Dura

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Sinopse:

O terceiro volume de Índices dos registos de casamentos de Lisboa que agora se publica abrange o período marcado pelo fim da Guerra Peninsular. Gorada a terceira e última tentativa de invadir Portugal, os exércitos de Napoleão comandados por Massena começam a retirada em Abril de 1811. As tropas portuguesas não regressarão no entanto de imediato a casa ou aos quartéis, envolvidas na perseguição que, sob o comando supremo do Duque de Wellington, forçaram a expulsão do invasor até à fronteira francesa.

O desaire português em 1811 marca o princípio do fim da construção europeia sonhada por Napoleão. No ano seguinte, as sucessivas vitórias das tropas aliadas acabam por forçar o seu irmão José Bonaparte a abandonar Madrid e, em Dezembro de 1813, os Borbons são reinstalados no trono espanhol. A desastrosa campanha da Rússia desse mesmo ano acelera a queda do imperador, que em 1814 é forçado a abdicar, impondo-se-lhe o exílio na ilha de Elba. Inconformado, consegue em Fevereiro de 1815 escapar, regressar a Paris e retomar, por cem dias, o seu sonho imperial. Mas, novamente derrotado, rende-se aos ingleses em Julho e parte em Agosto para o seu último e definitivo exílio na ilha de Santa Helena, onde acabará por morrer em 1821.

Além-Atlântico, a Corte Portuguesa continua a viver no Rio de Janeiro – de onde só regressará em 1821. À sua volta, sob o impulso do “Libertador” Simón Bolívar, fervilham os movimentos independentistas que, em pouco tempo, irão pôr um fim ao império espanhol na América Latina.

Em Portugal, a calma vai-se instalando aos poucos, só agitada pelos festejos que, um pouco por todo o lado, celebram a libertação dos invasores franceses. Também aos poucos, grande parte dos mancebos em idade casadoira afastados das suas terras vão regressando a casa. Essa progressiva normalidade começa a traduzir-se, naturalmente, no aumento do número de casamentos celebrados na capital durante os cinco anos abrangidos por este volume: 5.726 contra 6.043 do período anterior, correspondendo a um aumento de quase 25%.

Notar-se-á ainda neste volume a abundância de apelidos estrangeiros – muitas vezes de difícil interpretação ou decifração - que, tal como no volume anterior, reflectem a grande quantidade de militares de diversas patentes e de várias nacionalidades que aqui se encontravam estacionados. Procurei uma vez mais adequar, sempre que possível, as grafias que foram adoptadas pela descendência que os perpetuou em Portugal.

Entre os casamentos de personalidades portuguesas que surgem neste volume, destacarei o do 6º marquês de Angeja, D. João de Noronha Camões, que se distinguiu nas batalhas do Buçaco e de Albuhera, Ciudad Rodrigo e Badajoz e foi, mais tarde, Governador da Baía e Governador das Armas do Algarve, do Desembargador José Vicente Caldeira Casal-Ribeiro, de D. José Bernardino de Portugal e Castro, 5º marquês de Valença, ministro da Guerra e efémero chefe do governo em 1836, pai do famoso conde de Vimioso celebrado nos fados e guitarradas, de António José de Melo Cesar e Menezes, 9º Conde de São Lourenço, ajudante do marechal Beresford, condecorado com as medalhas das batalhas dos Pirinéus, Orthez e Toulouse e mais tarde ministro da Guerra de D. Miguel e, finalmente, de D. Manuel de Assis Mascarenhas, Conde de Óbidos e de Sabugal que, integrando a Legião Portuguesa, combateu com valor em Austerlitz e Wagram, sendo, depois desta última batalha, condecorado pelo imperador Napoleão.

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