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Índices dos Registos Paroquiais de Lisboa - Casamentos - vol. VII - 1831-1835
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Preço: EUR 40,00 / EUR EUR 10,00
Editora: Guarda-Mor
Ano do Livro: 2008
Nº Páginas: 558
Encadernação: Capa dura

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Sinopse:

A 7 de Abril de 1831, o imperador do Brasil, D. Pedro I, pressionado pelo exército, abdica do trono a favor de seu filho, então com apenas 5 anos. E logo na semana seguinte embarca para a Europa, decidido a recuperar para sua filha D. Maria da Glória o trono agora ocupado por seu irmão, D. Miguel. Faz uma curta escala no Faial e em Junho chega a Londres. Depois de fixar residência em França onde prossegue os preparativos do seu regresso a Portugal, embarca finalmente a 25 de Janeiro de 1832 em direcção à Ilha Terceira, nos Açores, onde se irá juntar às forças liberais aí concentradas para, a 8 de Julho, desembarcar perto de Vila do Conde com cerca de 800 homens, os “bravos do Mindelo”.
A 22 de Julho de 1831 o regimento de Infantaria 4 pronuncia-se pela constituição, morrendo muita gente num combate, no Rossio, entre liberais e absolutistas. Em 1832 aparece a cólera em Lisboa, trazida pelas tropas que vinham de Ostende. Todo o país foi atingido e na capital estima-se que tenham morrido cerca de 13.000 pessoas. Ao mesmo tempo, grassou o tifo.

No resto do país prossegue a luta fratricida e, apesar da tomada da capital com a entrada em Lisboa do duque da Terceira a 24 de Julho de 1833 e, quatro dias depois, de D. Pedro, a guerra civil irá durar ainda quase um ano.
Com efeito, só a 27 de Maio de 1834 a assinatura da Convenção de Évora-Monte põe finalmente termo à guerra. D. Miguel capitula e parte uma vez mais para o exílio, desta vez definitivo. Quatro meses depois, D. Pedro, minado pela tuberculose, morre a 24 de Setembro no mesmo quarto do Palácio de Queluz em que, 36 anos antes, nascera.

Cumprido um luto de três meses, a rainha casa a 26 de Janeiro de 1835 na Sé Catedral de Lisboa com um cunhado de seu pai, Augusto de Beauharnais, duque de Leuchtenberg, neto da imperatriz dos Franceses, Josefina. Sinal dos novos tempos, o régio consórcio é pela primeira vez lavrado no mesmo livro de casamentos que regista os assentos dos seus súbditos. Até então, os casamentos reais eram registados em livro próprio, mantido nos arquivos da Casa Real. O casamento dura apenas dois meses já que, a 28 de Abril, morre o príncipe. De imediato se procura na Europa um noivo para a jovem Rainha e em 1 de Dezembro de 1835 é assinado o contrato de casamento com o príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, sobrinho do primeiro rei da Bélgica, Leopoldo, e primo co-irmão da futura rainha Vitória de Inglaterra.

Neste período, a divisão administrativa e religiosa de Lisboa sofre algumas alterações: em 1833 é criada a freguesia de Santa Maria de Belém, integrando parte de territórios anteriormente pertencentes às freguesias da Ajuda e de Alcântara. A sede da nova freguesia ficará instalada no Mosteiro dos Jerónimos que se encontrava vago por força da extinção das Ordens religiosas.
Por seu lado, a freguesia de Santa Marinha, que tinha a sua sede instalada na Igreja da Graça, foi suprimida por portaria de 29 de Janeiro de 1834, sendo então anexada à freguesia de Santo André.

Entre os 6.479 registos que integram este volume, surgem os assentos de casamento do Marechal-de-campo José de Vasconcelos de Sá, barão de Albufeira, de Baltazar de Almeida Pimentel, barão, depois conde de Campanha, oficial-às-ordens de D. Pedro, Duque de Bragança e dos príncipes-consorte Augusto de Leuchtenberg e Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, do capitão de Mar e Guerra depois vice-almirante António Manuel de Noronha, visconde de Santa Cruz, de João Maria de Saldanha Oliveira e Sousa, conde de Rio Maior e presidente da Câmara de Lisboa, de Luís Francisco de Melo Breyner, 1º conde de Melo e D. Fernando Teles da Silva, marquês de Penalva.
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