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Índices dos Registos Paroquiais de Lisboa - Casamentos - vol. V - 1821-1825
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Preço: EUR 40,00 / EUR EUR 10,00
Editora: Guarda-Mor
Ano do Livro: 2008
Ano da Edição: 2008
Nº Páginas: 658
Encadernação: Cartonado

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Sinopse:

Entre 1821 e 1825, período abrangido por este volume, dão-se em Portugal os primeiros passos no sentido da instauração do regime democrático a exemplo do que se ía verificando um pouco por toda a Europa. Na sequência do pronunciamento liberal do Porto de 24 de Agosto de 1820 e da criação da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino que governará o país até ao regresso do Rei, iniciam-se os trabalhos de redacção da primeira Constituição. Instaladas em Lisboa no antigo convento das Necessidades, as Cortes Consituintes vão funcionando regularmente e delas sairá o texto da Constituição que D. João VI, ainda no Brasil, aprovará.

A Corte - que se encontrava no Brasil desde Janeiro de 1808 - regressa definitivamente a Portugal. A Família Real embarca no Rio de Janeiro a 26 de Abril de 1821 e entra no Tejo a 3 de Julho. No Rio de Janeiro manter-se-á, como regente, o príncipe herdeiro, D. Pedro que, logo no ano seguinte, a 7 de Setembro de 1822, acabará por proclamar a independência da colónia que só em 1825 será reconhecida por Portugal.

A transição para a democracia é tudo menos pacífica: ao contrário do Rei, a rainha D. Carlota Joaquina recusar-se-á a assinar a Constituição e inspira e patrocina sucessivas tentativas de golpes de estado e movimentos contra-revolucionários que o infante D. Miguel lidera no terreno: primeiro a Vilafrancada (Maio de 1823), depois a Abrilada (Abril de 1824). Este último valer-lhe-á a imposição de um exílio na Áustria de onde só regressará em 1828.

O regresso da corte a Portugal traduz-se por um súbito acréscimo da população de Lisboa, o que justificará o aumento substancial de registos de casamento que se verifica neste período. Na primeira metade do século XIX, o total de 7.952 aqui apresentados é um número nunca antes atingido.

Entre as inúmeras personalidades que casaram neste período, registam-se os casamentos de António José de Sousa Manoel e Menezes Severim de Noronha, duque da Terceira e Manuel da Silveira Pinto da Fonseca, marquês de Chaves, militares e políticos que, em campos opostos, se destacaram nas contendas que opuseram liberais e absolutistas.

Inclui também os assentos do Marquês de Fronteira, D. José Trasimundo Mascarenhas Barreto, do Marechal-de-campo João Lobo Brandão, visconde, depois conde de Alhandra, de João Carlos Correia Henriques de Noronha, visconde de Torre Bela, do Conde das Galveias, Major António Francisco Lobo de Almeida Melo e Castro que se distinguiu na Campanha do Rio da Prata, do Correio-Mor do Reino, Manuel José da Mata de Sousa Coutinho, conde de Penafiel e do Secretário de Estado da Fazenda, Henrique Teixeira de Sampaio, conde da Póvoa.
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